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quinta-feira, 21 de maio de 2009

Obama diz que não vai recuar da decisão de fechar Guantánamo

Acusados podem ser levados a prisões de segurança máxima nos EUA.
Presidente disse que política de Bush contra o terror foi um 'desastre'.

O presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou nesta quinta-feira (21) que mantém a intenção de fechar a prisão da Baía de Guantánamo e disse que alguns dos suspeitos de terrorismo que estão na base podem ser transferidos para prisões de segurança máxima nos EUA.

Obama reafirmou que o país segue em guerra com a rede terrorista da al-Qaeda, responsabilizada pelos ataques de 11 de Setembro, e disse que os prisioneiros que representam risco para os EUA podem ser mantidos presos indefinidamente.

Foto: AFP

O presidente dos EUA, Barack Obama, fala sobre segurança nacional nesta quinta-feira (21) em Washington. (Foto: AFP)

O discursoteve como objetivo retomar o controle de uma situação cada vez mais delicada. Obama se disse disposto a defender ao mesmo tempo a segurança dos americanos e os grandes valores dos país, deixando clara a sua convicção de que um não pode ser feito sem o outro.

"O preço que teríamos que pagar mantendo (Guantánamo) aberto superaria facilmente as complicações que seu fechamento implica", disse a respeito de uma polêmica que desviou os holofotes de sua mensagens de relançamento da economia e de reforma social.

Obama iniciou uma vigorosa crítica às práticas antiterroristas de seu antecessor George W. Bush.

"Estamos prestes a limpar o que é simplesmente um belo bazar", declarou, falando da prisão da base naval de Guantánamo, arrendada pelos Estados Unidos na ilha de Cuba.

"Com frequência, nosso governo tomou suas decisões baseando-se mais no medo do que na clarividência", disse. "Com frequência, nosso governo manipulou os fatos e as provas para adaptá-los a predisposições ideológicas".

Obama reconheceu a dificuldade dessa ruptura com o passado, mas afirmou: "podemos nos dar o luxo de recomeçar do zero".

Desde a sua posse, o governo Obama é assombrado pelos fantasmas antiterroristas do governo Bush.

As polêmicas estão atualmente centradas na recusa de seus colegas democratas no Congresso, aliados de ocasião de seus adversários republicanos, em votar os US$ 80 milhões que ele solicitou para efetuar o fechamento de Guantánamo. Eles são favoráveis ao fechamento, mas temem que suspeitos de terrorismo sejam enviados para solo americano e querem saber precisamente o que Obama pretende fazer com os 240 detentos presos em Guantánamo antes de apoiar a concessão desses recursos.

O presidente Obama defendeu nesta quinta-feira a ideia de transferir detentos de Guantánamo para prisões de segurança máxima nos Estados Unidos, apesar da preocupação crescente com a possibilidade de uma transferência desses presos para o território americano.

"Guardem isto no espírito: ninguém jamais escapou de uma de nossas prisões federais (consideradas) Supermax, nas quais estão encarcerados centenas de terroristas", disse.

Ele tentou afastar as preocupações repetindo em diversas oportunidades que não faria nada que pudesse comprometer a segurança dos americanos.

Mencionou ainda a possibilidade de uma detenção indefinida de suspeitos de terrorismo que, por diferentes motivos, pudessem se revelar impossíveis de serem julgados.

"Não libertaria pessoas que representam um perigo para os americanos", disse, correndo o risco de indignar as organizações de defesa das liberdades, que já estão consideravelmente insatisfeitas com algumas decisões tomadas por Obama desde a sua posse.

Pouco antes do discurso, o ex-vice-presidente Dick Cheney defendeu com ardor as polêmicas práticas antiterroristas das quais é considerado um dos grandes artífices.

Obama pediu que o debate não seja explorado com fins políticos.

E se pronunciou contra a formação de uma comissão independente sobre a era Bush, frisando que o Congresso e a Secretaria da Justiça poderiam parfeitamente investigar o que aconteceu nesse período.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Estudante é suspenso por universidade por ser ator pornô

John Gechter, de 22 anos, foi suspenso até 2010 pela universidade.
Ele trabalhava como ator pornô com o nome de 'Vincent DeSalvo'.


Foto: Reprodução/Pittsburgh Post-Gazette
Gechter trabalhava secretamente como ator pornô com o nome de 'Vincent DeSalvo'. (Foto: Reprodução/Pittsburgh Post-Gazette)

O norte-americano John Gechter teve que mudar seus planos de se formar em biologia molecular na universidade de Grove City, no estado da Pensilvânia (EUA), após ser suspenso. Detalhe: a instituição o suspendeu por ele ser ator pornô, segundo reportagem do jornal "Pittsburgh Post-Gazette".


Gechter, de 22 anos, trabalhava secretamente como ator de filmes de sexo para o público homossexual com o nome de "Vincent DeSalvo" e chegava a ganhar até US$ 11 mil por uma semana de trabalho. Ele usava o dinheiro para pagar a faculdade.

As coisas estavam indo bem até que um aluno encontrou na internet filmes gays em que Gechter trabalhava e enviou sua identidade secreta para amigos. O ator estima que o e-mail tenha sido mandado para mais de 60% dos alunos da universidade.

"[O filme] pornô me permitiu terminar a faculdade", disse ele. "Em vez de trabalhar 40 horas por semana como garçom, você faz uma cena e tem tempo para se concentrar nos estudos", destacou Gechter, que não tinha revelado a identidade secreta nem para o colega de quarto.

A universidade se baseou no manual do estudante, que pune com sanções disciplinares quem faz sexo antes do casamento, seja em relações heterossexuais ou homossexuais, ou em qualquer outro tipo de relação que viole a conduta cristã dos padrões históricos da instituição.

A universidade acusou o estudante de má conduta sexual, contrária aos valores da instituição. Ele foi suspenso até 2010. Gechter disse que estava preparado para ser descoberto, mas não para a reação que a direção da faculdade tomou.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Tempestades deixam 100 mil casas e empresas sem luz nos EUA

Estados de Illinois e Missouri foram afetados.
Mau tempo é registrado há alguns dias na região do meio-oeste.

Cerca de 100 mil casas e empresas dos Estados de Illinois e Missouri, nos Estados Unidos, permanecem sem eletricidade por causa das tempestades que atingem há alguns dias o meio-oeste do país.

Segundo a empresa de eletricidade Ameren, cerca de 50 mil clientes do sul de Illinois estavam neste domingo (10) ainda sem luz, além de outros 48,8 mil do Missouri.

As fortes tempestades na região, assim como nos Estados de Kentucky e Kansas, causaram destruição e a morte de pelo menos sete pessoas.

Em princípio, cerca de 150 mil casas e empresas ficaram sem eletricidade, mas uma parte delas voltou a receber luz.

Os governadores dos Estados afetados declararam estado de emergência para poder iniciar a concessão de ajudas aos desabrigados.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Número de casos da nova gripe atinge 2.371, diz Organização Mundial da Saúde

OMS confirma 44 mortes em pessoas contaminadas pelo vírus A (H1N1).
Agência da ONU afirma que ainda há risco de pandemia e mantém alerta.

O número de contaminados pela nova gripe em todo o mundo chegava a 2.371 às 18h GMT (15h de Brasília), segundo balanço da Organização Mundial da Saúde (OMS). Doze horas antes, o número de casos chegava a 2.099. Nesses números não constavam ainda os casos confirmados do Brasil.

O México, país em que surgiu a epidemia, reportou 1.112 casos confirmados, com 42 mortes. Nos EUA, houve 896 casos confirmados em laboratório, com duas mortes, ambas no Texas.

Também foram confirmados casos nos seguintes países: Áustria (1), Canadá (201), Hong Kong (1), Colômbia (1), Costa Rica (1), Dinamarca (1), El Salvador (2), França (5), Alemanha (10), Guatemala (1), Irlanda (1), Israel (6), Itália (5), Holanda (2), Nova Zelândia (5), Polônia (1), Portugal (1), Coreia do Sul (3), Espanha (81), Suécia (1), Suíça (1) e Reino Unido (32, sendo 2 na Escócia e 30 na Inglaterra).


Risco de pandemia

Mais cedo, a OMS alertou que o vírus A (H1N1) continua sendo uma ameaça e que a doença ainda pode se transformar em pandemia (epidemia de alcance mundial).

A agência da ONU vai manter o nível 5 na escala de alerta de pandemia, em um máximo de 6, segundo Keiji Fukuda, '"número dois" na hierarquia da OMS.

"Continuamos na fase 5. Isso não mudou", disse ele em entrevista em Bruxelas. "Continuamos vendo transmissão entre humanos, transmissão em nível de comunidades, primariamente na América do Norte. Não estamos vendo isso em nenhum lugar mais."


Foto: AFP
Aluna lava as mãos em sala da Universidade Autônoma do México, nesta quinta-feira (7), na Cidade do México. (Foto: AFP)

Fukuda disse que, se a doença se transformar em pandemia, um terço da população mundial pode ser contaminada.
"Se levarmos em conta as pandemias do passado, uma estimativa razoável seria considerar que um terço da população será contaminada", disse.

Fukuda disse que "isso significa muita gente, e pode haver muita gente que morrerá ou terá pneumonia grave", apesar de que, por enquanto, o vírus parece ter sintomas leves.

"Desde o início da crise, dissemos que a situação evolui e que não sabemos como fará isso, ou se o vírus ficará mais perigoso", disse ele.
Fukuda afirmou temer que o vírus se estenda especialmente nos próximos meses no Hemisfério Sul, onde está para começar o inverno.

A entidade reiterou ainda que o consumo de carne suína é seguro. "Comer carne suína não representa um perigo de contrair a infecção", disse Fukuda.
Cerca de 20 governos anunciaram restrições às importações de carne de porco do México e de outros países afetados, por temer infecções pela nova cepa do vírus, que pesquisadores dizem ser uma mistura de gripes suína, humana e aviária.

Foto: Reuters
Com roupas especiais, trabalhador desinfeta vagão do metrô da Cidade do México na madrugada desta quinta-feira (7). (Foto: Reuters)

Ex-soldado dos EUA é condenado por estupro e assassinatos no Iraque


Júri considerou ex-militar culpado por estupro de garota de 14 anos e pela morte dela e de sua família.

Um júri no Estado americano do Kentucky considerou, nesta quinta-feira, um ex-soldado dos Estados Unidos culpado pelo estupro de uma menina iraquiana de 14 anos e pelo assassinato dela e de sua família.

O ex-soldado Steven Green, de 24 anos, pode agora ser condenado à pena de morte pelos crimes, que aconteceram em 2006, na cidade de Mahmudiya, ao sul de Bagdá, no Iraque.

A pena deve ser proferida na segunda-feira.

Quatro outros soldados americanos que participaram dos ataques também foram condenados a penas que vão de cinco a 110 anos de prisão.

Três deles confessaram sua participação nos crimes. Já o soldado Jesse Spielman já havia sido condenado a 110 anos de prisão em agosto de 2007 pelos ataques.

O grupo teria estuprado a menina Abeer Qassim al-Janabi, de 14 anos. Eles depois mataram a garota, seus pais e sua irmã mais nova, e incendiaram a casa da família.

Antes que o caso viesse à tona, Steven Green foi afastado das Forças Armadas dos EUA por causa de um aparente desvio de personalidade.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Obama mexe na agenda e faz parada por um hambúrguer

Presidente e Joe Biden fizeram lanche na Virgínia.
Ambos ficaram na fila como clientes 'comuns'.


Foto: Charles Dharapak/AP

O presidente Barack Obama e o vice-presidente Joe Biden são servidos em lanchonete em Arlington, no estado da Virgínia (Foto: Charles Dharapak/AP)

Foto: Charles Dharapak/AP

Como um 'mortal', Obama e Biden esperam a vez na fila para pagar. Com exceção de toda a imprensa na cola, ambos foram servidos como um cliente qualquer. Cada um pagou US$ 6,95 (quase R$ 15) pelo hambúrguer (Foto: Charles Dharapak/AP)

terça-feira, 7 de abril de 2009

Massacres nos EUA esquentam debate sobre armas no governo Obama

Mudança na administração federal impulsionou venda de armamentos.
Em um mês, foram registrados ao menos 7 tiroteios e mais de 30 mortes.

Parentes de uma das vítimas do massacre ocorrido em Binghamton fazem homenagem no local do incidente (Foto: AP)

Em um lamento emocionado pouco após saber da morte de seu marido no massacre ocorrido em uma associação cívica na cidade de Bimghamton, nos Estados Unidos, a professora pernambucana Márcia Pereira Lins Alves responsabilizou a falta de controle de armamentos no país pelo incidente. “Um desequilibrado comete uma loucura dessa. Isso porque lá eles vendem armas abertamente. É muito difícil”, disse, chorando.

O professor universitário Almir Olimpio Alves, de 43 anos, foi uma das 13 vítimas do vietnamita que abriu fogo dentro de um centro de ajuda a imigrantes, e depois de suicidou. O crime foi na sexta-feira (3), numa cidade do Estado de Nova York.


“Ela está certa”, disse, em entrevista ao G1, Chad Ramsey, diretor do grupo Brady Campaign, que atua no país contra a proliferação desenfreada de armas. “As leis que regulam as armas de fogo nos Estados Unidos são totalmente fracas. Não controlamos, deixamos que pessoas perigosas se armem e acabamos permitindo de 30 mil pessoas sejam mortas por armas de fogo todo os anos.”

De fato, segundo uma reportagem publicada pelo jornal “USA Today”, o vietnamita Jiverly A. Wong já era um cliente conhecido de uma loja de armas da cidade de Johnson, aonde ia regularmente comprar e trocar armamentos. Ele costumava comprar pistolas, usar por algum tempo e depois trocar por outra arma. “Atualmente, até mesmo quem está numa lista de suspeitos de terrorismo pode comprar uma arma legalmente e sem que haja nenhum empecilho. O vietnamita podia comprar quantas armas quisesse. Não há regulamentações que dificultem seu acesso a armas”, disse Ramsey.

Wong “era um freguês fiel [da loja]. Todos o conheciam”, contou um dos vendedores da loja. Segundo a polícia, menos de um mês antes do massacre, o vietnamita havia comprado uma nova pistola. No local em que Wong matou 13 pessoas antes de atirar contra si mesmo, a polícia encontrou duas pistolas semiautomáticas e uma bolsa cheia de munição.

Mercado em alta


A presença frequente do vietnamita numa loja de armas poderia passar totalmente despercebida neste início de ano. A mudança de governo nos Estados Unidos em meio a uma profunda crise econômica tem sido muito positiva para o mercado de armas. Representantes de grupos de defesa de armas de fogo e fabricantes têm chegado a ficar sem estoque, e muitos Estados do país estão sem munição para vender. Tudo em grande parte por medo que o novo governo altere as leis que regem o mercado de armamentos.

O Secretário de Justiça do novo presidente, Eric Holder, sugeriu que o presidente Barack Obama é a favor de restituir uma proibição à venda de algumas armas (a maioria de uso militar), seguindo algo proposto pelo governo de Bill Clinton.

“O aumento na procura por armas se dá por conta da retórica de instituições como a Associação Nacional do Rifle (NRA), que fazem campanhas acusando o presidente de ser contra a liberdade de comprar armas. Eles encorajam as pessoas a se armarem e a se colocarem contra o governo”, disse Ramsey.

Estes tipos de armamento semiautomático ou de uso militar são os que tiveram maior alta nas vendas, segundo representantes do mercado ouvidos pelo “USA Today”. Segundo lojistas, não há um perfil típico dos compradores, e até velhinhas têm ido às lojas em busca de armas e munição.

“Depois de uma eleição, quando se tem a mudança de partido para o lado mais liberal, acredito que os conservadores querem proteger o que acham que pode ser tirado deles, seja por novos impostos ou por uma proibição total”, disse um gerente de distribuição de armas ouvido pelo jornal.
O diretor do grupo antiarmas admitiu que o novo governo pode ser mais favorável a um aumento nas regras para venda de armas. “Estamos mais otimistas com o governo Obama, o Departamento de Justiça do governo Bush tinha uma forte ligação com o NRA e foi contra qualquer forma de regulamentação da venda de armas. Com o novo governo, vemos uma maior defesa de leis que atuem contra a violência com armas de fogo.”
Segundo ele, a prioridade é fazer com que o governo exija que haja uma análise do histórico da pessoa que quer comprar uma arma. Atualmente, isso não existe, e as armas são vendidas livremente. “Sabemos que vai ser difícil, pois o congresso é muito contrário a qualquer lei que dificulte e venda de armas no país. É preciso fazer mais, mas checar o passado já é um primeiro passo importante.”

Série de massacres

O incidente que tirou a vida do professor pernambucano foi o mais grave de uma série de tiroteios ocorridos no último mês em diferentes regiões dos Estados Unidos. Foram pelo menos sete casos desde o início de março, totalizando cerca de 40 mortos.
Segundo Ramsey, é difícil apontar uma causa comum para tantos casos de violência no último mês. “Sem dúvida as décadas de venda livre de armas não ajudaram”, disse. Para ele, entretanto, é preciso considerar que a crise econômica deixa as pessoas em situação mais crítica, o que sempre se traduz em aumento da violência. “Até que tenhamos uma regulamentação mais séria contra a proliferação de armas, continuaremos assistindo a massacres como o que ocorreu na última semana.”
O G1 tentou entrevistar representantes de grupos de defesa da venda livre de armas nos Estados Unidos, como o NRA, mas não obteve resposta. Em entrevista concedida dois anos atrás, por ocasião do massacre na universidade Virginia Tech (o pior já registrado em uma instituição de ensino no país, quando morreram 32 pessoas), o diretor de relações públicas da associação Gun Owners of América, Erik Pratt, alegou que a presença de alguma outra pessoa armada na universidade teria evitado que tantas pessoas morressem, defendendo que o aumento no número de pessoas armadas diminuiria a violência.
Contra este argumento, Ramsey, disse que armar pessoas sem preparo só piora o risco de mortes. “No fim de semana vimos um tiroteio em que três policiais armados e bem-treinados foram alvejados por um único cara com uma AK-47. Ter mais pessoas armadas só iria piorar tudo.”

domingo, 5 de abril de 2009

China e Rússia pedem calma ao mundo sobre o caso Coreia do Norte

Conselho de Segurança da ONU faz reunião de emergência no domingo.

Governo norte-coreano lançou foguete e gerou discussões.

China e Rússia foram na contramão de Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão após o lançamento de um foguete por parte da Coreia do Norte.


Neste domingo (5), o governo norte-coreano lançou um foguete que disse que se tratar de um satélite de comunicações. Afirmou ainda que a missão obteve “êxito”. Sul-coreanos e americanos, porém, disseram que o foguete tem objetivo militar não chegou a entrar em órbita e caiu no mar.

Já integrantes do governo chinês e russo pediram calma ao mundo horas antes de começar a reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que deve começar por volta das 16h (de Brasília) desse domingo (5). O encontro foi um pedido do governo japonês.

Foto: AP

Integrantes de uma família norte-coreana aplaudem após ouvir o anúncio oficial sobre o lançamento do foguete na TV, em Pyongyang, capital do país (Foto: AP)

“É preciso ter equilíbrio até se descobrir exatamente as ações da Coreia do Norte”, afirmou em um comunicado o Ministério do Exterior da Rússia.

Diplomatas das Nações Unidas afirmaram para a agência de notícias Reuters que os países do Conselho de Segurança não pensam em impor novas sanções, mas podem discutir uma resolução para garantir o cumprimento das medidas anteriores. Rússia e China já deixaram claro que vetariam novas sanções.


O Japão viu o foguete passar pelo seu território (nenhuma peça atingiu o país) e chegou até a colocar armas antimísseis no centro de Tóquio. Segundo Coreia do Sul e EUA, uma parte do foguete caiu no Mar do Japão e outra, no Oceano Pacífico.

Foto: AP

Armas antimísseis são vistas em base militar em Tóquio, no Japão (Foto: AP)

Reações

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, declarou que o Conselho de Segurança deveria enviar uma mensagem enfática à Coreia do Norte por conta do que analistas acreditam que foi, de fato, o teste de um míssil desenvolvido para transportar uma ogiva a uma distância equivalente a até o Alasca.

O lançamento do foguete é o primeiro grande desafio de Obama relacionado à Coreia do Norte. Os esforços norte-coreanos para ter armas nucleares há tempos preocupam Washington. O regime comunista testou um dispositivo nuclear em 2006.

"Com esse ato de provocação, a Coreia do Norte ignorou as suas obrigações internacionais, rejeitou os pedidos por moderação e se isolou ainda mais da comunidade de nações", disse em comunicado Obama, num giro pela Europa.

Foto: Lee Jae-Won/Reuters

Manifestantes protestam contra governo da Coreia do Norte e o lançamento de foguete, em Seul, perto da embaixada americana (Foto: Lee Jae-Won/Reuters)

A Coreia do Sul classificou o lançamento do foguete como um ato "irresponsável." Segundo o Japão, foi "extremamente lamentável." A União Européia "condenou com o ênfase" a ação. A China e a Rússia pediram calma e moderação a todos os lados.

Foto: Editoria de Arte/G1

Editoria de Arte/G1

A Coreia do Sul inicialmente afirmara que o foguete parecia levar um satélite, mas o ministro da Defesa mais tarde disse ao Parlamento que o objeto não havia conseguido entrar em órbita, segundo relatou a Kyodo, agência de notícias japonesa.


"A Coreia do Norte deve avaliar agora que a sua posição na mesa de negociações fortaleceu, pois ela tem as cartas nuclear e também a do míssil", afirmou Shunji Hiraiwa, analista com base no Japão.


Park jong-Kyu, economista em Seul, opinou que os impactos do lançamento nos mercados não serão consideráveis.

"Quando a Coreia do Norte fez testes nucleares anos atrás, os mercados de Seul caíram no dia, mas se recuperaram no dia seguinte. O tema não é mais um fator que abale mercados", declarou Park.

sábado, 28 de março de 2009

Presidente afegão elogia nova estratégia dos EUA para o país

Hamid Karzai disse que plano 'reflete as reivindicações do povo afegão'.
Barack Obama anunciou envio de mais 4.000 soldados ao país.

O presidente afegão, Hamid Karzai, aprovou neste sábado (28) a nova estratégia dos Estados Unidos para o país, pois, para ele, "reflete as reivindicações do povo afegão", e reconheceu que a luta contra o terrorismo é um problema que afeta toda a região.

"O Afeganistão dá as boas-vindas à nova estratégia dos EUA porque reflete as reivindicações do povo afegão", disse Karzai em entrevista coletiva concedida em Cabul.

Ele destacou que o plano anunciado na sexta-feira (27) pelo presidente americano, Barack Obama, com o envio de 4.000 soldados ao país, enfatiza o fortalecimento da segurança e das infraestruturas para os civis.

Foto: Reuters
O presidente afegão, Hamid Karzai, durante entrevista sobre a nova estratégia dos Estados Unidos para o país (Foto: Reuters)

Problema regional

Karzai disse ainda que a nova estratégia reconhece que a "guerra contra o terrorismo é um problema regional" e que estimula as conversas com os talibãs, algo que o Governo afegão buscava há tempos.

O presidente afegão acrescentou que, para que o plano tenha sucesso, alguns dos líderes da insurgência talibã que não têm vínculos com a rede terrorista internacional al-Qaeda deveriam ser retirados da lista de terroristas da ONU, mas não deu nomes.

O dirigente se limitou a explicar que esses talibãs, por medo da repressão das autoridades afegãs e das tropas internacionais, continuam nas fileiras da insurgência mesmo com vontade de cooperar com o Governo do país.

Novos ataques

Barack Obama disse nesta sexta que a rede terrorista da al-Qaeda está planejando novos ataques contra o território norte-americano. A declaração, citando relatórios das agências de inteligência do governo americano, foi feita na Casa Branca, durante o anúncio da nova estratégia americana para combater a al-Qaeda e o Talibã no Afeganistão -que foi elevado a prioridade da administração Obama na luta antiterror.

A estratégia inclui o envio de mais de 4.000 militares para treinar as tropas afegãs. Também serão mandados funcionários civis.

Um comandante do Talibã ironizou o plano, dizendo que o envio de 4.000 soldados adicionais não fará diferença.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Obama dirige mensagem histórica ao Ir

O presidente norte-americano Barack Obama tomou a iniciativa histórica de se dirigir directamente aos líderes iranianos, propondo que superassem quase trinta anos de conflito, numa mensagem difundida, durante a madrugada, por ocasião do novo ano iraniano. Veja o vídeo

"Nesta época de novos começos, quero falar claramente aos líderes iranianos", disse o presidente dos Estados Unidos, numa mensagem de vídeo dirigida tanto ao regime islâmico como ao povo iraniano por ocasião da grande festa de Norouz, celebrada este ano a 20 de Março.

"A minha administração está disposta a praticar uma diplomacia que trata a totalidade dos problemas que temos perante nós e a procurar estabelecer relações construtivas entre os Estados Unidos, o Irão e a comunidade internacional. Este processo não progredirá pela ameaça. Procuramos pelo contrário um diálogo honesto e fundado no respeito mútuo", disse Obama, numa mensagem legendada em farsi.

Obama oferece assim aos líderes iranianos "um futuro onde as antigas dissensões sejam superadas, onde vocês e todos os vossos vizinhos e o Mundo em geral vivam em maior segurança e paz".

O chefe de Estado norte-americano referiu, contudo, aos líderes iranianos que estes têm "uma escolha" a fazer.

"Os Estados Unidos querem que a República Islâmica do Irão assuma o lugar que lhe pertence na comunidade das nações", mas "não se pode obter este lugar pelo terrorismo nem pelas armas", sublinhou.

Estas palavras são uma referência implícita ao apoio que os Estados Unidos acusam o regime iraniano de dar aos grupos terroristas, e ao seu programa nuclear, que suspeitam ter fins militares.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Inocente esteve preso 27 anos

A história de... Sean Hodgson

Foi preso com 30 anos e passou 27 anos na prisão por homicídio com base numa confissão falsa e em testes que apenas determinaram o grupo sanguíneo do assassino de uma jovem inglesa.

Um cidadão britânico passou 27 anos na cadeia, acusado de um crime que não cometeu. Sean Hodgson, agora com 57 anos, estava acusado da violação e homicídio de Teresa de Simone, de 22 anos, mas os testes de ADN efectuados no final do ano passado pelas autoridades inglesas provaram que estava inocente.

O crime ocorreu em 1979, e a vítima foi encontrada no banco traseiro do seu carro, que se encontrava no parque de estacionamento do pub onde trabalhava em part-time. Sean Hodgson confessou o crime por diversas vezes, antes de se declarar inocente durante o julgamento, no Tribunal de Winchester. Os advogados de defesa sustentaram que Sean Hodgson era um mentiroso patológico e que as confissões não eram verdadeiras.

À data do julgamento, em 1982, ainda não se efectuavam testes de ADN às provas recolhidas na cena de um crime. Os meios disponíveis na altura apenas permitiram concluir que o esperma recolhido na cena do crime pertencia a um homem com sangue dos tipos A ou AB e o réu estava nessa categoria .

Ontem, à saída da prisão, Sean Hodgson confessou que o seu sonho "durou 27 anos". "Sei que é muito tempo, mas finalmente tornou-se realidade", afirmou aos jornalistas.

O seu advogado, Julian Young sublinhou que o inquérito que deverá ser agora instaurado, "irá apurar como foi possível isto acontecer e garantir que não se volta a repetir um caso semelhante".

As autoridades britânicas ponderam rever casos de homicídio em que os arguidos tenham sido condenados antes de os testes de ADN serem aplicados. Por outro lado, o juiz que ordenou a libertação de Sean Hodgson considerou que a decisão "deixa algumas perguntas por responder". "O mais importante talvez seja o facto de não sabermos quem violou e matou a jovem. Esperamos, para sossego de todos, que o assassino possa ainda ser identificado e trazido perante a Justiça ", afirmou o magistrado.

Sean Hodgson é, no Reino Unido, uma das pessoas que esteve mais tempo presa por um erro da Justiça. Em 2002, ocorreu um caso semelhante, quando o tribunal ordenou a libertação de um homem, condenado por homicídio, que também esteve preso durante 27 anos.