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quinta-feira, 14 de maio de 2009

Armada, menina de 11 anos força irmã de 7 a brincar

Caso aconteceu em Martinsburg, na Virgínia Ocidental (EUA).
Avó intercedeu, mas o revólver não estava carregado.

Uma garota de 11 anos ameaçou de atirar na irmã de 7 anos para forçar a mais nova a brincar com ela dentro da casa da avó, no estado americano da Virgínia Ocidental.


Policiais de Martinsburg contaram que a menina apontou um revólver de calibre 38 também para a avó dela. A neta só entregou a arma após a avó pedir diversas vezes.


A arma não estava carregada, mas a polícia acredita que a garota não sabia.
Os policiais contaram que as irmãs tiveram uma briga e logo após a mais velha foi pegar a arma no quarto da avó. Ela foi levada para um centro de detenção juvenil.

Os nomes das pessoas envolvidas não foram divulgados.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Ex-soldado dos EUA é condenado por estupro e assassinatos no Iraque


Júri considerou ex-militar culpado por estupro de garota de 14 anos e pela morte dela e de sua família.

Um júri no Estado americano do Kentucky considerou, nesta quinta-feira, um ex-soldado dos Estados Unidos culpado pelo estupro de uma menina iraquiana de 14 anos e pelo assassinato dela e de sua família.

O ex-soldado Steven Green, de 24 anos, pode agora ser condenado à pena de morte pelos crimes, que aconteceram em 2006, na cidade de Mahmudiya, ao sul de Bagdá, no Iraque.

A pena deve ser proferida na segunda-feira.

Quatro outros soldados americanos que participaram dos ataques também foram condenados a penas que vão de cinco a 110 anos de prisão.

Três deles confessaram sua participação nos crimes. Já o soldado Jesse Spielman já havia sido condenado a 110 anos de prisão em agosto de 2007 pelos ataques.

O grupo teria estuprado a menina Abeer Qassim al-Janabi, de 14 anos. Eles depois mataram a garota, seus pais e sua irmã mais nova, e incendiaram a casa da família.

Antes que o caso viesse à tona, Steven Green foi afastado das Forças Armadas dos EUA por causa de um aparente desvio de personalidade.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Massacres nos EUA esquentam debate sobre armas no governo Obama

Mudança na administração federal impulsionou venda de armamentos.
Em um mês, foram registrados ao menos 7 tiroteios e mais de 30 mortes.

Parentes de uma das vítimas do massacre ocorrido em Binghamton fazem homenagem no local do incidente (Foto: AP)

Em um lamento emocionado pouco após saber da morte de seu marido no massacre ocorrido em uma associação cívica na cidade de Bimghamton, nos Estados Unidos, a professora pernambucana Márcia Pereira Lins Alves responsabilizou a falta de controle de armamentos no país pelo incidente. “Um desequilibrado comete uma loucura dessa. Isso porque lá eles vendem armas abertamente. É muito difícil”, disse, chorando.

O professor universitário Almir Olimpio Alves, de 43 anos, foi uma das 13 vítimas do vietnamita que abriu fogo dentro de um centro de ajuda a imigrantes, e depois de suicidou. O crime foi na sexta-feira (3), numa cidade do Estado de Nova York.


“Ela está certa”, disse, em entrevista ao G1, Chad Ramsey, diretor do grupo Brady Campaign, que atua no país contra a proliferação desenfreada de armas. “As leis que regulam as armas de fogo nos Estados Unidos são totalmente fracas. Não controlamos, deixamos que pessoas perigosas se armem e acabamos permitindo de 30 mil pessoas sejam mortas por armas de fogo todo os anos.”

De fato, segundo uma reportagem publicada pelo jornal “USA Today”, o vietnamita Jiverly A. Wong já era um cliente conhecido de uma loja de armas da cidade de Johnson, aonde ia regularmente comprar e trocar armamentos. Ele costumava comprar pistolas, usar por algum tempo e depois trocar por outra arma. “Atualmente, até mesmo quem está numa lista de suspeitos de terrorismo pode comprar uma arma legalmente e sem que haja nenhum empecilho. O vietnamita podia comprar quantas armas quisesse. Não há regulamentações que dificultem seu acesso a armas”, disse Ramsey.

Wong “era um freguês fiel [da loja]. Todos o conheciam”, contou um dos vendedores da loja. Segundo a polícia, menos de um mês antes do massacre, o vietnamita havia comprado uma nova pistola. No local em que Wong matou 13 pessoas antes de atirar contra si mesmo, a polícia encontrou duas pistolas semiautomáticas e uma bolsa cheia de munição.

Mercado em alta


A presença frequente do vietnamita numa loja de armas poderia passar totalmente despercebida neste início de ano. A mudança de governo nos Estados Unidos em meio a uma profunda crise econômica tem sido muito positiva para o mercado de armas. Representantes de grupos de defesa de armas de fogo e fabricantes têm chegado a ficar sem estoque, e muitos Estados do país estão sem munição para vender. Tudo em grande parte por medo que o novo governo altere as leis que regem o mercado de armamentos.

O Secretário de Justiça do novo presidente, Eric Holder, sugeriu que o presidente Barack Obama é a favor de restituir uma proibição à venda de algumas armas (a maioria de uso militar), seguindo algo proposto pelo governo de Bill Clinton.

“O aumento na procura por armas se dá por conta da retórica de instituições como a Associação Nacional do Rifle (NRA), que fazem campanhas acusando o presidente de ser contra a liberdade de comprar armas. Eles encorajam as pessoas a se armarem e a se colocarem contra o governo”, disse Ramsey.

Estes tipos de armamento semiautomático ou de uso militar são os que tiveram maior alta nas vendas, segundo representantes do mercado ouvidos pelo “USA Today”. Segundo lojistas, não há um perfil típico dos compradores, e até velhinhas têm ido às lojas em busca de armas e munição.

“Depois de uma eleição, quando se tem a mudança de partido para o lado mais liberal, acredito que os conservadores querem proteger o que acham que pode ser tirado deles, seja por novos impostos ou por uma proibição total”, disse um gerente de distribuição de armas ouvido pelo jornal.
O diretor do grupo antiarmas admitiu que o novo governo pode ser mais favorável a um aumento nas regras para venda de armas. “Estamos mais otimistas com o governo Obama, o Departamento de Justiça do governo Bush tinha uma forte ligação com o NRA e foi contra qualquer forma de regulamentação da venda de armas. Com o novo governo, vemos uma maior defesa de leis que atuem contra a violência com armas de fogo.”
Segundo ele, a prioridade é fazer com que o governo exija que haja uma análise do histórico da pessoa que quer comprar uma arma. Atualmente, isso não existe, e as armas são vendidas livremente. “Sabemos que vai ser difícil, pois o congresso é muito contrário a qualquer lei que dificulte e venda de armas no país. É preciso fazer mais, mas checar o passado já é um primeiro passo importante.”

Série de massacres

O incidente que tirou a vida do professor pernambucano foi o mais grave de uma série de tiroteios ocorridos no último mês em diferentes regiões dos Estados Unidos. Foram pelo menos sete casos desde o início de março, totalizando cerca de 40 mortos.
Segundo Ramsey, é difícil apontar uma causa comum para tantos casos de violência no último mês. “Sem dúvida as décadas de venda livre de armas não ajudaram”, disse. Para ele, entretanto, é preciso considerar que a crise econômica deixa as pessoas em situação mais crítica, o que sempre se traduz em aumento da violência. “Até que tenhamos uma regulamentação mais séria contra a proliferação de armas, continuaremos assistindo a massacres como o que ocorreu na última semana.”
O G1 tentou entrevistar representantes de grupos de defesa da venda livre de armas nos Estados Unidos, como o NRA, mas não obteve resposta. Em entrevista concedida dois anos atrás, por ocasião do massacre na universidade Virginia Tech (o pior já registrado em uma instituição de ensino no país, quando morreram 32 pessoas), o diretor de relações públicas da associação Gun Owners of América, Erik Pratt, alegou que a presença de alguma outra pessoa armada na universidade teria evitado que tantas pessoas morressem, defendendo que o aumento no número de pessoas armadas diminuiria a violência.
Contra este argumento, Ramsey, disse que armar pessoas sem preparo só piora o risco de mortes. “No fim de semana vimos um tiroteio em que três policiais armados e bem-treinados foram alvejados por um único cara com uma AK-47. Ter mais pessoas armadas só iria piorar tudo.”

domingo, 5 de abril de 2009

China e Rússia pedem calma ao mundo sobre o caso Coreia do Norte

Conselho de Segurança da ONU faz reunião de emergência no domingo.

Governo norte-coreano lançou foguete e gerou discussões.

China e Rússia foram na contramão de Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão após o lançamento de um foguete por parte da Coreia do Norte.


Neste domingo (5), o governo norte-coreano lançou um foguete que disse que se tratar de um satélite de comunicações. Afirmou ainda que a missão obteve “êxito”. Sul-coreanos e americanos, porém, disseram que o foguete tem objetivo militar não chegou a entrar em órbita e caiu no mar.

Já integrantes do governo chinês e russo pediram calma ao mundo horas antes de começar a reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que deve começar por volta das 16h (de Brasília) desse domingo (5). O encontro foi um pedido do governo japonês.

Foto: AP

Integrantes de uma família norte-coreana aplaudem após ouvir o anúncio oficial sobre o lançamento do foguete na TV, em Pyongyang, capital do país (Foto: AP)

“É preciso ter equilíbrio até se descobrir exatamente as ações da Coreia do Norte”, afirmou em um comunicado o Ministério do Exterior da Rússia.

Diplomatas das Nações Unidas afirmaram para a agência de notícias Reuters que os países do Conselho de Segurança não pensam em impor novas sanções, mas podem discutir uma resolução para garantir o cumprimento das medidas anteriores. Rússia e China já deixaram claro que vetariam novas sanções.


O Japão viu o foguete passar pelo seu território (nenhuma peça atingiu o país) e chegou até a colocar armas antimísseis no centro de Tóquio. Segundo Coreia do Sul e EUA, uma parte do foguete caiu no Mar do Japão e outra, no Oceano Pacífico.

Foto: AP

Armas antimísseis são vistas em base militar em Tóquio, no Japão (Foto: AP)

Reações

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, declarou que o Conselho de Segurança deveria enviar uma mensagem enfática à Coreia do Norte por conta do que analistas acreditam que foi, de fato, o teste de um míssil desenvolvido para transportar uma ogiva a uma distância equivalente a até o Alasca.

O lançamento do foguete é o primeiro grande desafio de Obama relacionado à Coreia do Norte. Os esforços norte-coreanos para ter armas nucleares há tempos preocupam Washington. O regime comunista testou um dispositivo nuclear em 2006.

"Com esse ato de provocação, a Coreia do Norte ignorou as suas obrigações internacionais, rejeitou os pedidos por moderação e se isolou ainda mais da comunidade de nações", disse em comunicado Obama, num giro pela Europa.

Foto: Lee Jae-Won/Reuters

Manifestantes protestam contra governo da Coreia do Norte e o lançamento de foguete, em Seul, perto da embaixada americana (Foto: Lee Jae-Won/Reuters)

A Coreia do Sul classificou o lançamento do foguete como um ato "irresponsável." Segundo o Japão, foi "extremamente lamentável." A União Européia "condenou com o ênfase" a ação. A China e a Rússia pediram calma e moderação a todos os lados.

Foto: Editoria de Arte/G1

Editoria de Arte/G1

A Coreia do Sul inicialmente afirmara que o foguete parecia levar um satélite, mas o ministro da Defesa mais tarde disse ao Parlamento que o objeto não havia conseguido entrar em órbita, segundo relatou a Kyodo, agência de notícias japonesa.


"A Coreia do Norte deve avaliar agora que a sua posição na mesa de negociações fortaleceu, pois ela tem as cartas nuclear e também a do míssil", afirmou Shunji Hiraiwa, analista com base no Japão.


Park jong-Kyu, economista em Seul, opinou que os impactos do lançamento nos mercados não serão consideráveis.

"Quando a Coreia do Norte fez testes nucleares anos atrás, os mercados de Seul caíram no dia, mas se recuperaram no dia seguinte. O tema não é mais um fator que abale mercados", declarou Park.