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quinta-feira, 14 de maio de 2009

Sony anuncia 1º prejuízo anual em 14 anos

Perda líquida no ano fiscal 2008 foi de 761 milhões de euros.
Empresa também informou que deve fechar no vermelho no ano em curso.

A gigante japonesa de produtos eletrônicos Sony anunciou nesta quinta-feira (14) uma perda líquida no ano fiscal 2008 - que terminou em março - de 98,9 bilhões de ienes (761 milhões de euros), seu primeiro déficit em 14 anos. A empresa também informou que deve fechar no vermelho no ano em curso.

A queda das vendas de 12,9%, devido à combinação da crise econômica, o fortalecimento do iene e da menor demanda, arrastaram a gigante japonesa à maior perda operacional - por atividade ordinária - de toda sua história, de 227,78 bilhões de ienes (1,75 bilhão de euros).

A Sony prevê ainda números netgativos líquidos e operacionais para o atual ano fiscal, que termina em março de 2010.

Jogos e eletrônicos

No ano fiscal passado, a Sony sofreu uma queda nas vendas de suas principais áreas de negócio, especialmente em jogos, com 18%, e dispositivos eletrônicos, com 17%. Isso aconteceu porque alguns dos tradicionais sucessos da companhia, como o PlayStation e os aparelhos musicais e de TV tiveram de lidar com concorrentes mais bem posicionados.

A Sony, que depende muito do mercado externo, fechou o ano com vendas de 7,1 trilhões de ienes (54,62 bilhões de euros), e o único lucro registrado foi em seu selo musical, que não representa 10% das vendas.

A divisão de eletrônica, a mais importante da companhia, foi seriamente afetada pela queda da demanda no mundo todo, o que também prejudicou outras companhias japonesas do setor.

Para o atual ano fiscal, que se encerra em março de 2010, a Sony prevê um cenário ainda mais sombrio, com um prejuízo líquido de 120 bilhões de ienes (923 milhões de euros).

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Megan Fox arrasa nas telonas com 'Transformers'

Jornal inglês 'The Sun' publica imagens e trailer da megaprodução de Hollywood

O site do jornal inglês 'The Sun' publicou na manhã desta sexta,1º, imagens inéditas da megaprodução hollywoodiana "Transformers: Revenge of the Fallen".

Nas imagens, a atriz Megan Fox aparece mais linda do que nunca, e justifica sua posição como a segunda mulher mais sexy do mundo, segundo a revista "FHM". A página do "The Sun" ainda disponibilizou um trailer exclusivo para os leitores.

"Transformers: Revenge of the Fallen" tem estreia no Brasil prevista para 26 de junho de 2009.

Reprodução /Reprodução

Megan Fox, arrasadora, em cena de 'Transformers'

domingo, 5 de abril de 2009

China e Rússia pedem calma ao mundo sobre o caso Coreia do Norte

Conselho de Segurança da ONU faz reunião de emergência no domingo.

Governo norte-coreano lançou foguete e gerou discussões.

China e Rússia foram na contramão de Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão após o lançamento de um foguete por parte da Coreia do Norte.


Neste domingo (5), o governo norte-coreano lançou um foguete que disse que se tratar de um satélite de comunicações. Afirmou ainda que a missão obteve “êxito”. Sul-coreanos e americanos, porém, disseram que o foguete tem objetivo militar não chegou a entrar em órbita e caiu no mar.

Já integrantes do governo chinês e russo pediram calma ao mundo horas antes de começar a reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que deve começar por volta das 16h (de Brasília) desse domingo (5). O encontro foi um pedido do governo japonês.

Foto: AP

Integrantes de uma família norte-coreana aplaudem após ouvir o anúncio oficial sobre o lançamento do foguete na TV, em Pyongyang, capital do país (Foto: AP)

“É preciso ter equilíbrio até se descobrir exatamente as ações da Coreia do Norte”, afirmou em um comunicado o Ministério do Exterior da Rússia.

Diplomatas das Nações Unidas afirmaram para a agência de notícias Reuters que os países do Conselho de Segurança não pensam em impor novas sanções, mas podem discutir uma resolução para garantir o cumprimento das medidas anteriores. Rússia e China já deixaram claro que vetariam novas sanções.


O Japão viu o foguete passar pelo seu território (nenhuma peça atingiu o país) e chegou até a colocar armas antimísseis no centro de Tóquio. Segundo Coreia do Sul e EUA, uma parte do foguete caiu no Mar do Japão e outra, no Oceano Pacífico.

Foto: AP

Armas antimísseis são vistas em base militar em Tóquio, no Japão (Foto: AP)

Reações

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, declarou que o Conselho de Segurança deveria enviar uma mensagem enfática à Coreia do Norte por conta do que analistas acreditam que foi, de fato, o teste de um míssil desenvolvido para transportar uma ogiva a uma distância equivalente a até o Alasca.

O lançamento do foguete é o primeiro grande desafio de Obama relacionado à Coreia do Norte. Os esforços norte-coreanos para ter armas nucleares há tempos preocupam Washington. O regime comunista testou um dispositivo nuclear em 2006.

"Com esse ato de provocação, a Coreia do Norte ignorou as suas obrigações internacionais, rejeitou os pedidos por moderação e se isolou ainda mais da comunidade de nações", disse em comunicado Obama, num giro pela Europa.

Foto: Lee Jae-Won/Reuters

Manifestantes protestam contra governo da Coreia do Norte e o lançamento de foguete, em Seul, perto da embaixada americana (Foto: Lee Jae-Won/Reuters)

A Coreia do Sul classificou o lançamento do foguete como um ato "irresponsável." Segundo o Japão, foi "extremamente lamentável." A União Européia "condenou com o ênfase" a ação. A China e a Rússia pediram calma e moderação a todos os lados.

Foto: Editoria de Arte/G1

Editoria de Arte/G1

A Coreia do Sul inicialmente afirmara que o foguete parecia levar um satélite, mas o ministro da Defesa mais tarde disse ao Parlamento que o objeto não havia conseguido entrar em órbita, segundo relatou a Kyodo, agência de notícias japonesa.


"A Coreia do Norte deve avaliar agora que a sua posição na mesa de negociações fortaleceu, pois ela tem as cartas nuclear e também a do míssil", afirmou Shunji Hiraiwa, analista com base no Japão.


Park jong-Kyu, economista em Seul, opinou que os impactos do lançamento nos mercados não serão consideráveis.

"Quando a Coreia do Norte fez testes nucleares anos atrás, os mercados de Seul caíram no dia, mas se recuperaram no dia seguinte. O tema não é mais um fator que abale mercados", declarou Park.