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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Polícia encontra corpos de meninas de 13 e 16 anos decapitadas na Bahia

Família chegou a receber pedido de resgate. Polícia investiga motivação.
Amigas foram enterradas neste sábado (20).

Janaína Brito Conceição, de 16 anos, e Gabriela Alves Nunes, de 13 anos, foram encontradas decapitadas.
Janaína Brito Conceição, de 16 anos, e Gabriela
Alves Nunes, de 13 anos, foram encontradas
decapitadas. (Foto: Reprodução/ TV Bahia)

Os corpos de duas adolescentes de 13 e 16 anos foram encontrados, pela polícia, decapitados na madrugada deste sábado (20), em Salvador (BA). Segundo a polícia, Gabriela Alves Nunes de 13 anos e Janaína Brito Conceição de 16 anos estavam desaparecidas há alguns dias. Os corpos foram enterrados na tarde deste sábado (20).

O delegado titular da 4ª Delegacia da Polícia Civil de Salvador, Omar Andrade, afirmou que os corpos das adolescentes foram encontrados numa rua do bairro San Martin e que próximo ao local um carro foi abandonado com portas abertas e porta-malas sujo de sangue. “Os corpos foram deixados lá, mas as adolescentes não foram trucidadas no local”, afirma o delegado.

Segundo ele, a família recebeu uma ligação com pedido de resgate. Algumas pessoas foram ouvidas. “É muito cedo para dizer alguma coisa, mas estamos investigando o caso”, diz.

O padrinho de Janaína, Ricardo Menezes, disse que as adolescentes eram vizinhas e amigas e fugiram de casa na quinta-feira (18). Um bilhete foi deixado por elas afirmando que estavam bem e que não era para as famílias se preocuparem. “A mãe de Janaína ligou para o celular dela, mas não atendeu, até ela que retornou a ligação dizendo que estava bem e que não queria que ninguém fosse atrás dela”, disse.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Acusado de fingir ser diretor de TV para assediar mulheres é preso em Brasília

Homem usava crachá falso da TV Globo e oferecia carreira de atriz.
Ele já cumpria pena em regime domiciliar por atentado violento ao pudor.

A polícia prendeu na quarta-feira (20), em Brasília, um homem acusado de aplicar golpes em 20 mulheres com um crachá falso da TV Globo com promessas de cachê de até R$ 29 mil por mês. O esquema era aplicado no centro da capital. Em depoimento ao delegado Ricardo Yamamoto, ele teria confessado os crimes após ser preso saindo de casa, no Paranoá, cidade próxima a Brasília.

O suspeito foi denunciado por uma garota que relatou ter sido aliciada e mantido relações sexuais com ele em troca do emprego. A vítima de 18 anos chegou a pedir demissão do supermercado onde trabalhava para se dedicar à carreira de atriz. Ela foi abordada perto do Hospital da Asa Norte (Hran). Ele se apresentou como diretor da TV Globo e perguntou se ela queria fazer testes para uma minissérie que seria gravada em Brasília. No segundo encontro, o homem levou a jovem para a beira do lago, onde aplicou os falsos testes.

O delegado conta que o acusado fingia ser autorizado por alguém da TV Globo a fazer os testes com as meninas. “Teste vocacional e de interpretação, e as meninas tinham que simular situações de raiva, emoção, amor, ternura e eróticas”, afirmou o delegado.

Com a agenda do suspeito, a polícia identificou mais uma vítima, uma universitária de 22 anos, que o reconheceu na delegacia. Ele usou recortes do logotipo da TV Globo para falsificar o crachá. A polícia informou que o acusado já cumpria pena em regime domiciliar por atentado violento ao pudor contra uma menina de 13 anos. Ele vai responder agora por posse sexual mediante fraude e atentado ao pudor.

A Rede Globo esclarece que o homem não tem vínculo com a empresa e lamenta que ele tenha usado de má-fé para enganar as pessoas. A Rede Globo não autoriza que funcionários abordem pessoas na rua para fazer qualquer tipo de convite. As convocações são feitas sempre por chamadas durante a programação.