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quinta-feira, 14 de maio de 2009

Bela Rainha Rania é o rosto público, liberal e global do governo da Jordânia

Palestina nascida no Kuait reforça a imagem de país alinhado ao Ocidente.
Ser rainha é um trabalho que incorpora vários papéis, diz ela.

A imagem do rei da Jordânia, Abdullah II, é que está espalhada por todos os cantos do país , aproximando a família real da população. Mas é um outro rosto, o da Rainha Rania, que encanta o mundo ao representar o país globalmente, reforçando a imagem de uma nação liberal, que respeita suas mulheres e atua alinhado com o pensamento ocidental .

“As mulheres da família real jordaniana costumam ter este papel de ser a imagem pública do governo para o resto do mundo. Rania parece ter um bom controle da esfera pública”, disse ao G1 a socióloga Frances Hasso, especializada em direitos das mulheres no Oriente Médio. Além de ter uma importante função política, Rania injeta um ar de modernidade na família real, mantendo contato com a população pelo site de compartilhamento de vídeos YouTube , por exemplo.

Foto: AFP

A Rainha Rania recebe o Papa Bento XVI em Amã, capital da Jordânia, no último



Nascida no Kuait, Rania é palestina e tem 38 anos. Sua origem ajuda o governo também a se aproximar do grande número de refugiados palestinos no país (cerca de um terço da população), que acabam se sentindo representados politicamente por ela. Rania se casou com o Rei Abdullah II em 1993, seis anos de ele assumir o trono, quando ainda não havia sido definido de que ele seria o sucessor de Hussein. Além de muito bonita e de ter esta função “publicitária”, ela de fato é inteligente e atua politicamente. Rania atua nas áreas sociais do governo, trabalhando com crianças, jovens e mulheres.

“Muitas pessoas se impressionam com o título de ‘rainha’, mas para mim trata-se de um trabalho que incorpora vários papéis”, escreve Rania em seu site oficial . “Primeiramente, meu papel é de parceira de Sua Majestade em seus esforços para melhorar o padrão de vida de todos os jordanianos. Enquanto respeitamos nossas tradições, estamos determinados a levar a Jordânia a uma sociedade civil moderna e um modelo para a região garantindo níveis sustentáveis de crescimento e desenvolvimento social. Além disso, trabalho em áreas relacionadas com a proteção de crianças e segurança familiar, dos direitos das mulheres, da criação de oportunidades para os jovens, cultura e turismo. Desafiador? Sim. Impossível? Não. Na verdade, estes desafios me energizam.”

Ajuda financeira

A importância da imagem jordaniana que Rania ajuda a divulgar vai bem mais além da política e inclui um reforço à economia do país. “A rainha põe um rosto liberal na família real. Ela ajuda o governo do reino a ser bem visto internacionalmente, o que o faz ganhar controle sobre uma série de recursos financeiros vindos de organizações espalhadas pelo mundo”, explicou a socióloga entrevistada pelo G1. Ela ajuda o governo a ter acesso à ajuda de ONGs internacionais que levam em conta a questão dos direitos das mulheres no país, disse.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Número de mortos no terremoto no centro da Itália passa de 200, diz governo

Foram resgatadas com vida 150 pessoas, e 15 estão desaparecidas.
Dezessete dos mortos ainda não foram identificados, segundo premiê.

O número de mortos após o forte terremoto que atingiu a região central da Itália, na madrugada de segunda-feira (6), subiu para 207, segundo o premiê do país, Silvio Berlusconi, em entrevista no início da tarde desta terça no horário local

Segundo ele, 17 das vítimas não foram identificadas, 15 pessoas seguem desaparecidas, e 150 moradores foram resgatados dos escombros com vida.

O número de feridos foi estimado em 178, e cerca de 100 deles estão em condições críticas.

Em entrevista na cidade de L'Aquila, a mais afetada pelo tremor, Berlusconi disse que os trabalhos de resgate, feitos por 7 mil homens, vão continuar por mais 48 horas.

Os moradores das regiões afetadas continuam assustados, pois dois pequenos abalos um deles com cerca de dois segundos de duração - foram registrados na madrugada desta terça. Muitas pessoas que tiveram as casas destruídas, danificas ou desocupadas passaram a noite em carros ou em tendas montadas por equipes de resgate, que ainda buscam por sobreviventes.

Os resgatistas usavam escavadeiras e as próprias mãos na busca por sobreviventes. Mais de 24 horas depois de que o tremor sacudiu a região de Abruzzo, equipes de emergência retiraram dois estudantes dos escombros de prédios em L'Aquila, a cidade de montanhas medieval de 68 mil habitantes que foi a mais atingida pelo desastre.


mapa mostra local do epicentro do terremoto, na Itália (Foto: Arte/G1)

O terremoto, que registrou entre 5,8 graus e 6,3 graus na escala Richter, ocorreu pouco depois das 3h30 da manhã de segunda-feira (horário local), surpreendendo os moradores que dormiam em suas casas, derrubando igrejas antigas e outras edificações em 26 cidades.

Autoridades da defesa civil estimaram que dois terços das edificações ruíram em L'Aquila.

Berlusconi anunciou o desbloqueio de 30 milhões de euros do fundo de emergência. "É uma tragédia sem precedentes nos anos recentes”, disse o primeiro-ministro.

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira que doará US$ 50 milhões em ajuda de emergência para os desabrigados pelo terremoto.

O Papa Bento XVI rezou pelas vítimas, em particular pelas crianças, informou o escritório de imprensa do Vaticano. "O Papa expressa sua dor à população afetada e oferece orações pela vítimas, em particular pelas crianças", diz a nota.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou uma nota de condolência ao seu colega italiano, Giorgio Napolitano, por conta da tragédia.