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segunda-feira, 18 de maio de 2009

Australiano quer doar pele tatuada para museu

Professor de história aposentado tem 62 tatuagens que pretende doar depois de sua morte.

O australiano Geoffrey Ostling, de 62 anos, quer doar a própria pele tatuada a um museu ou galeria de arte no país quando morrer.

O professor de história aposentado começou a tatuar o corpo aos 42 anos, e considera as 62 tatuagens espalhadas pelo corpo "uma obra de arte".

Foto: Giovana Vitola/BBC
O autraliano Geoffrey Ostling exibe suas tatuagens. (Foto: Giovana Vitola/BBC)

"Quando eu morrer meu corpo vai junto, e não quero que todo o trabalho que tive seja enterrado comigo", disse ele, que contou também que o museu nacional de Canberra já o questionou sobre se ele realmente consideraria fazer a doação.


Ostling vai garantir a doação colocando-a no seu testamento. Porém, o problema, segundo ele, "é que pode haver o interesse (do museu) agora, mas daqui há alguns anos, quando eu morrer, as pessoas na diretoria do museu podem não querer", disse o professor, que começou a se tatuar após se aposentar.

Plantas e monumentos

A paixão do australiano por arte e flores hoje é visível por todo o seu corpo. São flores e plantas coloridas e variadas, nativas e estrangeiras, do pescoço aos pés, incluindo a ponte de Sydney e a Opera House.

Ostling foi tatuado por artistas de várias partes do mundo, como italianos, neozelandeses e um brasileiro, e já gastou cerca de R$ 70 mil em tatuagens.

"Fiz as folhas de eucalipto na parte direita da barriga dele", disse Luciano Lima, que trabalha como tatuador em Sydney, à BBC Brasil.

Ostling considera a tatuagem única. "Ela não é como cartões postais, que você vai escolhendo qualquer um. Foi tudo planejado", disse ele.

O ex-professor explicou que esse tipo de tatuagem, cobrindo o corpo todo, pode levar de 15 a 20 anos para se completar. A dele, no entanto, vai levar ainda mais.

"Ainda tenho que acabar as tatuagens de um dos braços", disse ele. "Não sei se quando acabar as que faltam, farei mais."

Questionado sobre o por que de tantas tatuagens, o australiano respondeu que "são como chocolate. Você faz uma e quer mais".

O tema da tatuagem do australiano é "todas as flores de um jardim de Sydney".

O conceito de doar a pele de Ostling já foi documentado em um filme na Austrália sobre anatomia.

Segundo o diário "Daily Telegraph", o especialista em taxidermia de Sydney Sascha Smith disse que seria um desafio conservar as tatuagens, mas o processo não seria diferente ao de remover a pele de um animal.

Idosa mais tatuada do mundo participa de feira na Espanha

Isobel Varley nasceu em 1937 em Yorkshire, na Inglaterra.
Ela participou da 'II Expotatoo', feira de tatuagem em Gijón.


Foto: Eloy Alonso/Reuters

A septuagenária Isobel Varley é a idosa com maior número de tatuagens do mundo, segundo o Guinness (livro dos recordes). (Foto: Eloy Alonso/Reuters)

Foto: Eloy Alonso/Reuters

Isobel Varley nasceu em 1937 em Yorkshire, na Inglaterra. (Foto: Eloy Alonso/Reuters)

Foto: Eloy Alonso/Reuters

Isobel Varley participou nesta sexta-feira da 'II Expotatoo', feira de tatuagem em Gijón, na Espanha. (Foto: Eloy Alonso/Reuters)