sexta-feira, 6 de março de 2015
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segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Britânica descobre estar na menopausa aos 28 anos
Katy Hayward descobriu problema ao tentar ficar grávida.

Katy Hayward - Estima-se que apenas uma em cada
mil mulheres com menos de 30 anos passe pela
menopausa (Foto: Katy Hayward - arquivo pessoal
via BBC)
Uma britânica que descobriu que estava na menopausa aos 28 anos revelou à BBC sua história e afirmou que mulheres jovens que enfrentam o problema recebem pouco apoio das autoridades de saúde.
Hoje com 30 anos, Katy Hayward, moradora do condado de Lancashire (norte da Inglaterra), revelou que começou a desconfiar de que havia algo estranho quando tentou engravidar, há cerca de dois anos.
Ela então procurou um clínico geral, que disse que ela estava bem de saúde.
"Eu sabia que tinha algo errado", disse. "Eu tinha ondas de calor e menstruação irregular, e o clínico geral apenas me receitou terapia de reposição hormonal."
Mesmo assim, a britânica decidiu pressionar para ser atendida por um especialista.
Só depois dessa consulta, a britânica descobriu que, com apenas 28 anos, tinha iniciado a menopausa.
"Fiquei chocada", afirmou. "Ter um filho é um rito de passagem para uma mulher. Essa foi uma das coisas mais difíceis que enfrentei."
Óvulos
Estima-se que apenas uma em cada mil mulheres com menos de 30 anos passe pela menopausa. Aos 40, a proporção passa para uma em cada cem e, aos 45, cinco em cada cem.
Além de impedir a gravidez, a menopausa precoce aumenta a chance de as mulheres sofrerem fraturas e terem ataques cardíacos e derrames.
Depois de diagnosticada, Katy pediu a um especialista para verificar se era possível salvar seus óvulos, mas já era tarde demais.
Agora, sua única esperança de engravidar é uma doação de óvulos, mas ela pode enfrentar uma fila de até cinco anos.
A britânica adiou seus planos, mas afirma que ainda quer ter um filho.
De acordo com Katy, mulheres jovens como ela não recebem muita ajuda do sistema público de saúde britânico e nem aconselhamento sobre como lidar com o problema e seus efeitos colaterais.
domingo, 21 de novembro de 2010
Britânico com rosto desfigurado quer chamar atenção para síndrome rara
Um jovem britânico que sofre de uma síndrome rara que provoca o desfiguramento do rosto está chamando atenção para o drama dos portadores da condição
Jono Lancaster, de 26 anos, nasceu com a síndrome de Treacher Collins, que afeta um em cada dez mil bebês na Grã-Bretanha, e contou sua história de sofrimento e superação em um documentário da BBC, "Love Me, Love My Face" ("Ame-me, ame minha face").
Jono, que foi dado para adoção pelos pais com 36 horas de vida, sofre de um problema genético que afeta a forma com que os ossos da face se desenvolvem enquanto o bebê ainda está no útero.

britânico Jono Lancaster. (Foto: Ka-Poon Chan)
A síndrome de Treacher Collins faz com que seus portadores não tenham ossos malares, consequentemente os olhos ficam caídos. Jono também tem problemas de audição e usa um aparelho implantado em seu osso.
O jovem britânico teve de passar por várias cirurgias, consultas em hospitais e, apesar de hoje estar feliz com seu emprego e sua namorada, Jono sofreu de depressão durante a adolescência.
'Eu era desesperado para ter amigos, eu fazia qualquer coisa. Eu não tinha confiança, comprava muitos doces e entregava para outras crianças, para que elas gostassem de mim. Acabei fazendo muitas coisas estúpidas, para que as pessoas falassem a meu respeito por uma razão que não fosse a minha aparência', disse à BBC.
Mãe adotiva
Jono foi adotado e seus problemas de comportamento na escola pioravam. No entanto, ele afirma que apenas ficava cada vez mais solitário.
'Eu costumava esconder minha infelicidade de minha mãe. Ela já tinha feito tanto por mim', disse.
O jovem se isolava em casa e chegava a cortar o próprio cabelo para não ter que se olhar no espelho em um local público. No entanto, sua vida começou a mudar quando recebeu uma oferta de emprego em um bar.
'Eu suava muito antes de cada turno de trabalho, ficava muito nervoso, com medo da reação das pessoas.'
'Não foi fácil, mas, ao mesmo tempo, encontrei tantas pessoas legais que ficaram verdadeiramente interessadas em mim e no meu rosto.'
O novo emprego deu a Jono confiança para começar a ir em encontros com garotas e arrumar um novo trabalho, em uma academia de ginástica.
E, no novo emprego, o jovem encontrou Laura Richardson, 20, sua namorada há quatro anos.

Jono e Laura. (Foto: Ka-Poom Chan)
'Ela disse que, quando me viu pela primeira vez, notou meu rosto, mas agora ela não nota mais. Foi a primeira vez que consegui ser eu mesmo com uma garota.'
Jono encontrou sua namorada na academia de ginástica onde trabalha
'E olhe para nós, quatro anos depois, compramos uma casa juntos (...). Estamos completamente apaixonados.'
Pais biológicos
Em 2009, Jono tentou entrar em contato com seus pais biológicos pela segunda vez.
'Era algo que eu sempre quis fazer. Quando era adolescente, eu estava com raiva e queria encontrá-los pela razão errada, para perguntar porque eles me abandonaram. Mas, ao ficar mais maduro, percebi que eles obviamente acharam que não dariam conta.'
No entanto, os pais biológicos de Jono se recusaram novamente a encontrá-lo.
'Foi horrível, horrível. Chorei muito. Mas me acertei com isso. Deve ter sido uma das decisões mais difíceis da vida deles.'
O jovem descobriu que a família teve outros dois filhos depois dele.
'Fico feliz que eles tenham uma família. Estou feliz e espero que eles estejam também', afirmou.
Ajuda e filhos
Jono, que hoje trabalha com adultos que sofrem de autismo, afirma que quer que as pessoas tenham mais informações a respeito da síndrome de Treacher Collins e como lidar com o problema.
'O que realmente me deixa frustrado e me preocupa é quando uma criança em um supermercado me encara e a mãe dela fala para não olhar.'
'Eu queria que eles viessem falar comigo então eu poderia falar sobre o problema, para que tudo parecesse mais normal.'
O jovem também quer ajudar outras famílias em situação parecida com a dele. Mas, Jono ainda tem outra preocupação, a possibilidade de que seu filho herde o problema.
Apesar de a síndrome Treacher Collins ser um problema genético raro que pode afetar qualquer pessoa, as chances de Jono passar o problema para seus filhos são de 50%. E o jovem se pergunta se poderá expor seu filho à possibilidade de 'operações, consultas no hospital e bullying'.
'Eu fico imaginando, me deixa louco. Ainda somos jovens, ainda há muito tempo, mas é algo que eu e Laura teremos que pensar em algum momento.'
Médicos perguntaram a Jono se ele gostaria de fazer alguma cirurgia para corrigir seu problema, mas ele se recusou.
'Médicos sempre me perguntaram se eu queria a cirurgia... a construção dos ossos malares, ter meus dentes endireitados ou minha mandíbula quebrada e realinhada, mas apesar da minha depressão, eu penso 'Deus me fez assim'', afirmou.
'Fico feliz de não ter escolhido nada disso. Tenho orgulho de quem sou. E (a síndrome de) Treacher Collins me transformou no que sou.'
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Australiano quer doar pele tatuada para museu
Professor de história aposentado tem 62 tatuagens que pretende doar depois de sua morte.
O australiano Geoffrey Ostling, de 62 anos, quer doar a própria pele tatuada a um museu ou galeria de arte no país quando morrer.
O professor de história aposentado começou a tatuar o corpo aos 42 anos, e considera as 62 tatuagens espalhadas pelo corpo "uma obra de arte".
"Quando eu morrer meu corpo vai junto, e não quero que todo o trabalho que tive seja enterrado comigo", disse ele, que contou também que o museu nacional de Canberra já o questionou sobre se ele realmente consideraria fazer a doação.
Ostling vai garantir a doação colocando-a no seu testamento. Porém, o problema, segundo ele, "é que pode haver o interesse (do museu) agora, mas daqui há alguns anos, quando eu morrer, as pessoas na diretoria do museu podem não querer", disse o professor, que começou a se tatuar após se aposentar.
A paixão do australiano por arte e flores hoje é visível por todo o seu corpo. São flores e plantas coloridas e variadas, nativas e estrangeiras, do pescoço aos pés, incluindo a ponte de Sydney e a Opera House.
Ostling foi tatuado por artistas de várias partes do mundo, como italianos, neozelandeses e um brasileiro, e já gastou cerca de R$ 70 mil em tatuagens.
"Fiz as folhas de eucalipto na parte direita da barriga dele", disse Luciano Lima, que trabalha como tatuador em Sydney, à BBC Brasil.
Ostling considera a tatuagem única. "Ela não é como cartões postais, que você vai escolhendo qualquer um. Foi tudo planejado", disse ele.
O ex-professor explicou que esse tipo de tatuagem, cobrindo o corpo todo, pode levar de 15 a 20 anos para se completar. A dele, no entanto, vai levar ainda mais.
"Ainda tenho que acabar as tatuagens de um dos braços", disse ele. "Não sei se quando acabar as que faltam, farei mais."
Questionado sobre o por que de tantas tatuagens, o australiano respondeu que "são como chocolate. Você faz uma e quer mais".
O tema da tatuagem do australiano é "todas as flores de um jardim de Sydney".
O conceito de doar a pele de Ostling já foi documentado em um filme na Austrália sobre anatomia.
Segundo o diário "Daily Telegraph", o especialista em taxidermia de Sydney Sascha Smith disse que seria um desafio conservar as tatuagens, mas o processo não seria diferente ao de remover a pele de um animal.
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Polícia agride ator de 'Quem quer ser um milionário?' e destrói sua casa em favela
Ator Azharuddin Mohammed Ismail e sua família foram expulsos da casa onde moravam.
A casa do ator mirim Azharuddin Mohammed Ismail, que atuou no filme ''Quem quer ser um milionário?'', vencedor de oito Oscars neste ano, foi destruída nesta quinta-feira (14) pelas autoridades de Mumbai, na Índia.
Testemunhas disseram que a polícia agrediu o menino com um pedaço de bambu antes de expulsá-lo da casa. As autoridades de Mumbai acusam o menino e a sua família de ocupar ilegalmente um terreno que seria de propriedade do governo.
A família vivia em um casebre feito de plástico e bambus em uma favela em Bandra East, em Mumbai. A mãe do menino, Shamim Ismail, disse não saber o que vai acontecer agora.
"Nossa casa foi destruída pelas autoridades. Não recebemos nenhuma acomodação alternativa. Mais cedo, eles haviam dito que nos dariam uma casa. Mas eu não acredito que isso vai acontecer", disse ela à BBC.
Um dos representantes da prefeitura presentes na demolição da casa, Uma Shankar Mistry, disse à BBC que as autoridades destruíram apenas casebres ilegais e temporários que haviam sido construídos recentemente na favela. Ele afirmou que as casas estavam ocupando uma área que será transformada em um parque público.
Em ''Quem quer ser um milionário?'', Azharuddin Mohammed Ismail interpreta o papel de Salim quando criança. Salim é irmão de Jamal Malik, o protagonista do filme, vivido por Dev Patel.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Bilionário é criticado por se fantasiar de faxineiro para comercial de TV
Sindicato dos transportes criticou forma como dono de empresa ferroviária retratou funcionários.
O bilionário britânico Richard Branson, do grupo Virgin, foi criticado na Grã-Bretanha por ter se fantasiado de faxineiro em uma propaganda de TV da sua companhia de trens, a Virgin Trains.
O comercial, com o objetivo de promover as melhorias na linha da costa ocidental da Grã-Bretanha, traz Branson vestido com um colete cor de laranja fluorescente e botas, dirigindo um carrinho de lixo na Estação Central de Glasgow, na Escócia.
O bilionário aparece com os braços cobertos de tatuagens temporárias e um dente escurecido ao esvaziar os cestos de lixo da Estação.
"É paternalista ao extremo", disse o secretário-geral do sindicato dos trabalhadores dos transportes, Bob Crow. "Os dentes escurecidos e as tatuagens temporárias revelam muito sobre a atitude da Virgin Trains para com os nossos membros, que trabalham sob muita pressão para fazer os serviços funcionarem." O empresário insistiu, contudo, que o anúncio mostra o quanto ele está orgulhoso dos empregados da Virgin Trains.


